sábado, 8 de outubro de 2011

Autenticidade

A fonte da autenticidade reside no silêncio da paz interior. Porque, quando cerramos os olhos e os ouvidos; quando nos libertamos da agitação do mundo exterior e nos encontramos no interior de nós próprios, vemos claramente o nosso intimo e encontramos as verdadeiras presenças que habitam em nós. 

Mr. Apple - Steve Jobs

"... A morte é provavelmente a melhor invenção da vida. Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para ajudar a fazer grandes na minha vida. ...". 
1955- 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Afinidades

"Toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro"
(Sergio Godinho)

sábado, 10 de setembro de 2011

Desistir não é opção

A Cidade - NYC - que habita em nós








Tudo? Nada! 
Somente o vazio de um todo que nos percorre de alto abaixo, de um lado para o outro e transforma o que demais sólido ou sedimentado parecia existir.
A Cidade entra, acaricia, rebola, salta, pontapeia, passa a residir dentro de nós.  
Percorre-nos. Enche-nos. Esvazia-nos. Metamorfoseia como se fossemos uma espécie de matéria cósmica, aquela de que é feita as estrelas que vivem intensamente (e, por isso, duram pouco).
Em cada passo, como num exercício de matemática, a cidade examina-nos, avalia cada detalhe, cada fracção ou segmento da equação, num transcendente processo de centrifugação, tão doloroso como eficaz. 
Tenta-nos. Testa-nos. Examina-nos. 
Resistimos (ou não). Reaprendemo-nos no seu catalisador de emoções e reacções, de opções e posições. 
A Cidade é um bisturi cirúrgico e nevrálgico para a descoberta da humanidade que existe em cada um, numa permanente e brutal queda livre pelo abismo.  
Vive-se a cidade como vive o rio. Sem repetições e, por vezes, sem berma para aproarmos ao descanso. 
Na Cidade não há tempo, o tempo não tem tempo, tem luz. Uma luz constante e vigorosa que faz do existir a essência, nada mais. 
O sol troca de lugar com a lua, à velocidade de um electrão, e os dias são vividos em grupos de um, onde, por vezes, a liberdade é confundida com a curiosidade que subjaz ao “facilitismo” que emerge da individualidade.
As badaladas, ininterruptamente sentidas na atmosfera, criam compassos binários entre o ontem e o hoje; o amanhã não tem extensão no ritmo, porque é só amanhã.      
Na Cidade, não se dorme nem se acorda. Existe-se na poesia de uma musicalidade que superioriza o tempo dos dias até encontrar o seu silêncio. Um silêncio tão assustador como ensurdecedor ou estrondoso, escrito numa partitura doce e peculiar, simples mas não simplista, trauteada por cada um e por ninguém mas que permanece no eco que vem dos túneis que A seguram.
Nesse momento, na imensidade da matéria, encontra-se o volume da sua transcendência. O ferro … 
Aquele ferro que vem do centro da terra, inamovível e indiferente, derrete-se em cada um de nós, moldando-nos, tornando-nos corpos aglutinados ou solitários, dependendo do modo de como nos conseguimos deixar estar e ir. 
É nesse momento que ficamos lá, numa Cidade perpetuada em nós.